
Há já muito tempo que não pensava neste termo. A adolescência era a época e este nome era parte da minha semana, pois existia um programa de rádio (nos tempos da "loucura" das rádios locais) que tinha este título. Eu era, nada mais, nada menos do que o "técnico de som" desse programa (punha as músicas e abria e fechava os micros).
Nessa altura não entendia bem a razão de ser de tal expressão. Pensava que seria mais uma "aldeiisse" (coisa das aldeias) que pairava no conhecimento de todos mas como eu era jovem não fazia parte do meu.
Hoje e após cerca de 15 anos, verifico que esta expressão têm mais carácter e mais intensidade do que poderia esperar.
Acho que cada uma das vidas de cada um dos seres humanos pode ser descrita como um agrupar de pequenos retalhos que se vão cozendo e dando cor e alma ao que chamamos de vida. Umas são mais alegres, outras mais cinzentas, umas mais trabalhadas e perfeitas, outras com remendos, buracos e falhas, mas todas têm um ponto comum. SÃO UNICAS. Muito dificilmente ou até será quase impossivel dizer que uma manta é igual á outra.
Por isso relembro aqui esta expressão que cresceu tanto em dimensão como em parte dos retalhos da minha vida.